Quem me conhece pessoalmente ou pelo menos acompanha com certa regularidade meu blogue sabe que tenho sido neste espaço ferrenho crítico dos governos petistas desde que o então presidente Lula se aliou com tudo o que há de pior na política brasileira pra poder governar. Meu amigo Teju Franco, que sabe mais de política que eu e, além do mais, é bastante pragmático, tem sido um sujeito que sempre procuro ouvir — embora vez em quando discorde dele — pra entender melhor a ferramenta da governança, e saquei que em algo estamos de acordo: Lula foi o melhor presidente que o Brasil já teve desde... Juscelino? Vargas? A questão é que, discordando de Teju, entendo que Lula formou mais consumidores que seres pensantes. E eu, que mal compro mais que arte, comida, vestuário e birita, sempre me senti na contramão dessa "formação" de cidadão.
"Quem fica parado é poste." Essa genial frase do grande Zé Simão talvez resuma o que chamamos de tempo. Sim, o tempo deve ser um poste (não confundir com um post), visto que vive parado. Cazuza disse que "o tempo não para"; já eu digo que o tempo não passa. E contrariando também Pablo Milanés, que diz que "el tiempo pasa". Vale, em relação à parte do "nos vamos poniendo viejos" estou de acordo. Só discordo em relação ao tempo: o tempo (o poste) não passa. Quem passa somos nós. Aliás, se é pra ser bem sincero, e abusando dela, da sinceridade, diria mais. Acho até que o tempo não existe, não passa de uma criação do homem (como Deus?). Já entrei em muita prosa viajandona com meu bróder Élio Camalle sobre o tempo. Mas abramos um parágrafo novo.