Sou do tempo em que artistas eram de esquerda. Sempre enxerguei a arte como uma ferramenta social capaz de, senão mudar o mundo, ao menos abalar um tiquim suas estruturas. Claro que arte é muito mais que isso, é algo muito complexo, caminha pelos labirintos do subconsciente. Uma arte, pra ser boa, não precisa necessariamente ser engajada. Contudo, quando o artista se posiciona à direita, é sinal de que algo vai mal. Ver, por exemplo, Caetano Veloso, que foi preso e exilado na época da ditadura, declarar voto em ACM Neto em Salvador é algo que frustra quem nele viu algo de revolucionário quatro décadas atrás. Conheço mesmo alguns artistas que se declaram malufistas (afe!)!
Colunas
- Crônicas Desclassificadas (195)
- Ninguém me Conhece (86)
- A Palavra É (51)
- Grafite na Agulha (50)
- Crônicas Classificadas (49)
- Os Manos e as Minas (40)
- Trinca de Copas (40)
- Esquerda Volver (32)
- Textos Avulsos (28)
- Notícias de Sampa (23)
- Joaquín Sabina en Portugués (19)
- Eu Não Vi Mas Me Contaram... (16)
- Entrevistando (15)
- Um Cearense em Cuba (15)
- De Sampa a Tóquio (14)
- Trinca de Ouro (12)
- 10 textos recomendados (10)
- Cançonetas (9)
- Canções que Amo (6)
- Minhas Top5 (5)
- Versão Brasileira (5)
- Cinema & Cia. (3)
- No Embalo da Toada (3)
- A Caverna de GH (2)
- Canções em Colisão (2)
- PodCrê (2)
sexta-feira, 26 de outubro de 2012
terça-feira, 23 de outubro de 2012
Ninguém me Conhece: 69) Vamos liberar o pedaço pra Luiz Tatit

sábado, 20 de outubro de 2012
Versão Brasileira: 2) "Libélula" por Kana
No mesmo dia em que acabou a novela Avenida Brasil (19/10) chegou o novo CD da Kana, Em Obras. Achei muito simbólica essa coincidência. Bom sinal. Fiquei duplamente feliz, pois estava um tanto incomodado com esse vício de noveleiro, a hora da novela era praticamente sagrada pra mim. Mas não fui o único, o Brasil inteiro se encantou com a trama, as personagens, os atores... Mas agora é bola pra frente, trabalhar esse CD e fazê-lo rodar o Brasil, se Deus quiser!
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
Crônicas Desclassificadas: 57) O forte e o fraco
Há algum tempo escrevi um texto chamado João Pereira Coutinho e Eu, que, por sua vez, gerou outro de meu amigo Élio Camalle, O Centro, escrito quando de sua estada em Paris. Este já de volta a Sampa, encontramo-nos algumas vezes e em mais de uma delas voltamos ao assunto dos textos. E o tema me pareceu tão assustadoramente rico, que me deu vontade de explorá-lo um pouco mais também por aqui. Claro que, a meu modo, não faltarão os exageros apocalípticos, mas é que a coisa me pareceu meio assustadora mesmo.
quinta-feira, 11 de outubro de 2012
Joaquín Sabina en Portugués: 14) Ito Moreno e a versão de "Calle Melancolía"
Alguns amigos se preocuparam com as tintas carregadas de meus mais recentes textos. Escrevo pra tranquilizá-los. Está tudo bem, ninguém morreu, apenas resto eu cá com minhas contradições. Explico: adoro a liberdade que a solidão me proporciona; em contrapartida, às vezes a mesma liberdade me sufoca, pois tenho certo problema de foco. Quando há uma mulher a meu lado, sinto-me forte, traço metas, quero ir adiante. Já quando estou só, perco-me em fantasias, divagações, chamo a depressão pra dançar, e acabo tendo dificuldades de produzir. Sinto-me meio um peixe que quer viver em terra firme...
segunda-feira, 8 de outubro de 2012
Crônicas Desclassificadas: 56) A companhia da depressão
A depressão é muito apegada a mim. Trata-me com zelo, cuidando de que eu não descuide dela, não a esqueça. Contudo, não me sufoca. Deixa-me livre durante dias, que é pra eu sentir sua falta, valorizá-la. E então, quando sabe que eu estou carente dela, aparece, com malas de quem veio pra ficar. E fica e me nina e me põe pra não dormir. Ela me ouve e me entende, possui a delicadeza de não me enxugar as lágrimas. A depressão me dá a maior atenção.
sábado, 6 de outubro de 2012
Crônicas Desclassificadas: 55) O aprendizado da perda

quarta-feira, 3 de outubro de 2012
Crônicas Desclassificadas: 54) O olho da rua

segunda-feira, 1 de outubro de 2012
Crônicas Desclassificadas: 53) O jogo da verdade
O garçom trouxe a colher que Leandro pedira, e este, fazendo suspense, respirou fundo e lançou um longo e penetrante olhar inquisidor aos demais membros da mesa. Sueli não se conteve e, arfando, pediu pressa. Leandro aproximou-se mais dela e, como quem vai condenar alguém por bruxaria, de colher em riste se aproximou mais dela e disse "BUM!". A coitada quase desfaleceu. Ele, em seguida, deu uma sonora gargalhada e começou, professoral:
Assinar:
Postagens (Atom)