sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Crônicas Classificadas: 27) Sado gay: Sufrir por amor

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ATENÇÃO! 
Excepcionalmente, esta postagem é desaconselhável a menores (e também a conservadores, preconceituosos, radicais religiosos, reacionários, skinheads, partidários do politicamente correto e congêneres patotas) 
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Este blogue, ao longo de quase três anos, tem procurado dar espaço aos sem-espaço, às minorias culturais, raridades, estranhezas e, entre outros, a mim mesmo, que pertenço aos supracitados grupos. Contudo, nesse período, uma minoria ainda não havia tido voz por aqui: os homossexuais. Assim sendo, como coincidentemente esbarrei numa crônica didática e instrutiva que tratava do tema, resolvi publicá-la aqui e assim sanar essa lacuna.

Mas antes é preciso esclarecer como tal encontro se deu: estava eu passeando pela internet à procura de crônicas em espanhol, quando me deparei com um interessante blogue (http://cronicasperiodisticas.wordpress.com/) que me deu a faca e o queijo. E justamente uma das lá contidas era a crônica em questão, que, com leveza, coragem jornalística e bom humor, tratava de um assunto tabu. Não pensei duas vezes e me pus a traduzi-la.

Dizem que de perto ninguém é normal, mas o que é ser normal, afinal? Todos temos nossas estranhezas, excentricidades, manias, taras, fantasias sexuais, enfim, na intimidade das quatro paredes (não necessariamente quatro... e não necessariamente paredes) arrancamos não só as roupas, como também as máscaras. E quem discordar atire a primeira peça íntima... Ou melhor, não atire, por favor! Que eu sou somente um rapaz latino-americano etc. Resumindo, convido-os a uma viagem que a maioria dos leitores aqui presentes, creio, jamais realizou. Nunca é tarde, pois, ainda que virtualmente. Apertem os cintos (ou afrouxem, sei lá...)!


Sado gay: sofrer por amor
Por Enzo Maqueira para a Revista Anfibia (aqui o link)

Sou o artista da família. O cara estranho que joga mal futebol. Um heterossexual simpatizante no único bar sadomasoquista gay de Buenos Aires, o único da América Latina.

"Leather", me diz meu amigo Charly, dono do lugar. "Somos um bar leather."

E me serve outro copo de cerveja. Carlos "Charly" Borgia está sentado do outro lado do balcão. Usa uma camisa, uma calça e uma munhequeira, tudo de couro. Ele e eu somos os únicos vestidos ali. Somos amigos faz dez anos, quando eu não era escritor e ele não era o rei da noite sado. "Leather", Charly repete e me deixa só, porque estão tocando a campainha. Uma luz ao lado da porta acende cada vez que um novo cliente quer entrar. Charly lhe entrega uma sacola preta. O cliente tem 40 anos, é magro, cabelo curto. Se enfia num quarto e tira a roupa, guarda-a na sacola, veste um arnês de couro. Como um Clark Kent recém-saído da cabine telefônica, aparece no meio do bar pronto pra noite, com o pinto e a bunda de fora. A luz volta a acender.

"Já volto", diz Charly, e pega outra sacola preta.

Assim começam os sábados no Kadú. Entre as 23h e a 1h da madrugada chega a maioria dos clientes. Quase todos são habitués: há uma comanda com o nome de cada um onde são anotados os consumos. No Kadú não há bolsos pra se guardar a grana; fia-se até o final da noite. Os clientes tomam isso com a mesma naturalidade com a qual deixam sua roupa do dia a dia dentro de uma sacola. Charly me explica que não são todos gays declarados; há clientes que têm esposas e filhos, ou que têm um par homossexual, mas ocultam seu gosto pelo fetichismo. Vão muitas personagens do mundo da arte, do design, da arquitetura. Caras que agora estão nus e usam acessórios de couro.

"Fecha os olhos", diz Charly, e aproxima sua munhequeira a meu nariz. "Sente? Esse é o cheiro do couro. Tem gente que termina com esse cheiro."

A cultura leather inclui o masoquismo, o fetichismo, o fisting e o bondage, palavras que se costumam resumir com a sigla BDSM. Até antes de passar minha primeira noite no Kadú essas palavras significavam imagens soltas: um fulano com chicote, um debiloide metido em fralda de bebê, um homem com bigode e boné de couro que beijava um pé. Não tinha jeito de eu imaginar fisting ou bondage. Do primeiro só sabia que era enfiar os punhos dentro de um ânus (mas eu sabia de um modo muito vago, como a gente sabe que vai morrer um dia); do segundo, que alguma vez li essa palavra na internet. No Kadú aprendi os matizes: à meia-noite e meia já há um homem ajoelhado num canto, nu, exceto por uma correia no pescoço. É um dos sete escravos de Charly e ainda está em fase de objeto. Há três níveis pra quem desfruta ser submetido: o objeto, a mascote e o servo. "Posso lhe ordenar que fique ali como se fosse um vaso de flor e ele não pode se mexer até que eu lhe diga. Ou que seja uma mesa pra apoiar os pés, ou que fique parado como um abajur". Fala olhando pra seu escravo, sinaliza, me obriga a olhar. O escravo não pode nos devolver o olhar e isso é o que o excita. Tem menos de trinta anos, é moreno, cara de gente boa. "As pessoas acham que o sadomasoquismo é violência e submissão, mas aqui não violentamos a vontade de ninguém. Pra tudo é feito previamente um acordo. E não há submissão: é uma relação recíproca de confiança", diz Charly.

Tenho vários amigos gays, bi ou com orientações sexuais alternativas, mas Charly foi o primeiro. Todos alguma vez acharam que eu era um reprimido. Devo ser o único que nunca teve dúvidas. Estudei em colégio católico, só pra meninos, e meus companheiros se juntavam pra comer salgadinhos e se cuspir. Também nos acampamentos, quando os padres dormiam, se masturbavam em roda. 

Eu nunca fazia nada disso. 

Eu pra eles era o bichinha.

Agora, segundo o facebook, meus companheiros estão casados. Eu estou fazendo uma crônica num bar de sadomasoquistas.

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No palco há um rapaz com uma camiseta de látex e a bunda – e o pinto – de fora. Também sobe um careca de uns quarenta anos, alto, bombado, com uma tatuagem e correntes que lhe cruzam o peito.

"Se chama Alan", diz Charly. "Você tem que ver como vai meter a pica".

Há uma diferença entre pinto e pica. O que vejo ao redor são pintos, porque não há ereções e todos parecem inofensivos. Por outro lado, Alan tem uma pica. O escravo fica de cara pra parede e Alan lhe chicoteia a bunda. O escravo se curva como se tivesse levado um tiro. O careca Alan enlouquece, plantado bem no chão. É a primeira vez que vejo dois homens fazendo sexo.

"E aí?", me pergunta Marcos, o magro de cabelo curto que vi tirando a roupa quando entrou e agora toma gim tônica no balcão. "Tá curtindo?"

Respondo que não me provoca nada, que em dez anos de amizade com Charly vi de tudo, mas nunca me excitei; que todos os meus amigos gays acham que sou reprimido.

"Não é repressão", diz Marcos. "É se mexe com você ou não."

Escutá-lo me tranquiliza. Marcos usa um arnês que roça seus mamilos e um bracelete de couro com spikes e uma munhequeira. É psicanalista e fala claro e com voz firme.

"A sexualidade é só uma particularidade a mais do ser humano. Segundo Freud, há três classes de masoquismo: o erógeno (o prazer em experimentar a dor), o feminino (baseado no erógeno e vinculado a ser amordaçado, amarrado e submetido a obediência incondicional) e o sentimento de culpa. Mas todas essas categorias freudianas hoje em dia foram deixadas de lado. É como se a gente dissesse, ainda hoje, que a homossexualidade é uma doença. O certo é que cada um goza como pode ou como consegue."

Digo a ele que seria uma forma de resolver a castração do falo, que o falo é o significante da falta, que um fetichista resolve a castração com o objeto de desejo.

"Tudo isso ficou pra trás", Marcos diz que não com a cabeça. "Qualquer parte do corpo pode servir como objeto de satisfação. A brincadeira do couro seria como qualquer outra. Brincar com o erotismo tem relação com o poder. Existem mulheres mais 'pintudas' que seus maridos."

***

Uso uma camiseta do Pearl Jam que Charly me emprestou assim que me viu chegar vestido de jeans e camisa, porque "um leather vê uma camisa que não é de couro e sai correndo". Achei que a camiseta era suficiente pra passar despercebido, mas sou o único que não usa arnês, correia ou luva de couro. Num bar de fetichistas, me converti, sem querer, num objeto de desejo.

"O leather surgiu na década de 1980 como uma resposta ao esteriótipo  de mariquinhas", me diz Charly. "Procurou-se um look masculino, com  jaquetas e calças de couro, ao estilo dos bandos de motoqueiros dos Estados Unidos. A força do couro se contrapôs à imagem do gay afeminado."

O couro também é usado como uma via de comunicação.

"Se você vem a um bar como esse e vê alguém com coleira de cachorro no pescoço, sabe que é um escravo; se o vê mais vestido ou com correntes cruzadas, o mais provável é que seja um dominante. É um modo de estabelecer um vínculo sem tantos rodeios."

Marcos quer acrescentar seu ponto de vista. Quando começa a falar, me dou conta de que tem roupa de dominante. Imagino que talvez espere que o álcool me faça relaxar um pouco:

"O couro tem reminiscências da vestimenta de guerra romana, dos gladiadores, das forças policiais e militares, supostamente viris. Além disso, por que não usar couro? Eu venho ao Kadú em busca constante, e talvez interminável, de minhas próprias possibilidades de gozo. Minha formação universitária e minha prática universitária foram marcadas por FreudLacanFoucault e seus discípulos, seguidores e repetidores. No entanto, nunca venho como observador/teórico ou teórico/observador; necessito ser participante e me entregar a essa embriaguez coletiva de exultante natureza psicológica."

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No recreio meus companheiros brincavam de pega-pega, brigavam, davam-se pontapés. Eu ficava num canto do pátio. No Kadú faço algo parecido: fico na parte de cima, onde tudo segue parecendo um bar, apesar de haver doze caras nus e o careca Alan tomando cerveja em taças de cristal preto, na metade do balcão, ao lado de Tommy. São o primeiro par BDSM legalmente casado, e a festa de casamento foi aqui, alguns meses atrás. Conversam em roda com outros caras, Charly incluído, e de repente tudo parece tão normal como em qualquer outro bar. Começo a controlar o medo de "me acontecer algo". Sei que é um medo de classe média, burguês, de um fascismo teleguiado, mas não posso controlar. Depois de vê-los conversar um longo tempo, consigo reduzir meus temores à sensação de desconforto de um vestiário de clube. Então Charly chama seu escravo, o moreno com cara de gente boa que esteve todo esse tempo quietinho em seu canto e pede que chupe todos os da roda, acariciando-lhe a cabeça. Em instantes, Charly vai me perguntar se quero ver algo sujo e o moreno vai abrir a boca e ele vai urinar dentro, um jorro quente, e lhe dirá que feche a boca, mas não agora.

"Esse escravo se comporta bem", diz, e me dá uma piscada.

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Alexis foi meu segundo amigo gay. Por causalidade, também era leather. Apresentei-o a Charly faz uns dois anos; me agradeceu como se eu tivesse lhe dado o segundo melhor presente de sua vida (o primeiro tinha sido pra um aniversário, quando lhe mandei um rapaz bonitão que tocou sua campainha à 0h01). Alexis se transformou numa estrela do Kadú. Em seu dia a dia era um neurobiólogo de prestígio, com publicações em revistas de ciências e viagens pelo mundo. No Kadú praticava a autofelação sobre esse mesmo balcão onde agora apoio meu copo de cerveja. Nunca o vi, mas contam que subia ao balcão, se deitava, levantava as pernas e chupava seu membro. Fazia-o diante de todo mundo.

Aos 13 anos tinha se empenhado em chupá-lo pela primeira vez. Aos 22 fez uma segunda tentativa. Até aí, nada diferente da vida de qualquer homem; mas Alexis teve disciplina e perseverança. Só isso, e certa curvatura natural das costas. Não teve que fazer ioga, nem cortar o frênulo. Foi prática. Agora Alexis vem de vez em quando ao Kadú, mas tem um perfil mais baixo. Hoje veio porque quis que nos encontrássemos no lugar onde o neurobiólogo Alexis é uma lenda. Ele não gosta de falar de leather, mas de BDSM. E não sente nada pelo couro. Em contrapartida, desde pequeno tinha fantasias com ser sequestrado, amarrado e espancado. É algo sobre o que conversou muitas vezes com seu analista, um sujeito que o animou a ir em busca dos limites de seu próprio prazer. E ele os buscou no Kadú, com seu show autofellatio. Ele me conta tudo rápido, porque são coisas que já me havia contado muitas vezes por chat. E repete a história que mais me impressiona:

"Uma vez conheci via chat um francês  que me convidou a passar três dias em sua casa, no sul da França. O que mais me enlouqueceu foi que o cara tinha uma garagem equipada com elementos de BDSM: cruzes, correntes, arneses... Durante esses três dias eu fui seu escravo e não podia sair desse papel. A cada duas horas, mais ou menos, tínhamos uma sessão. Um dia me amarrou e me cobriu o corpo com filme de PVC, como se estivesse me mumificando; outro dia me fez dormir no chão. Me acordava a cada instante. Era como estar três dias numa sessão de tortura."

Peço a Marcos que seja mais preciso. Ele me diz que o escravo se sente apreciado por dar prazer ao outro. Que dele depende, também, o prazer do outro.

"O desejo de se oferecer é sempre prazenteiro. O escravo não se sente denegrido, existe uma relação erótica que o faz se sentir valorizado sexualmente como objeto. Às vezes não há que se perguntar nada, apenas escutar atentamente os protagonistas das chamadas 'orientações sexuais alternativas' frente à hegemônica norma mono-heterossexista."

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"Eu li muito Foucault", diz Charly, enquanto tira as botas de couro. "Você nunca pode saber quem é o dominado e quem é o dominador. A base do leather não é a humilhação nem a violência. É a confiança. Antes de começar um vínculo com um novo escravo, em muitos casos se assina um contrato: nele o escravo tem que escrever tudo o que não está disposto a aceitar. Esse é o único limite. O contrato pode ser escrito ou verbal. O resto fica por conta da imaginação."

Tira as meias. Depois empurra seu moreno até o chão e pede que lhe lamba os pés.

Acho que meu amigo também deve ter obedecido alguma vez, que também esteve nesse mesmo canto onde agora Leónidas está ajoelhado, com uma máscara de látex que só tem dois furinhos pra respirar. "Você não se aborrece?", pergunto, sem rodeios. "Essa é a ideia", responde, e me diz ao ouvido que dentro da máscara não se vê nada, que apenas se sente, que o látex gruda na pele e parece que você está num caixão. E olha pra baixo de novo.

"Mas se entregar ao outro é uma forma de se esquecer de si mesmo", Charly fica sério. "Tanto se você for o escravo quanto se for o dominador, você estará deixando seu ego pra dar prazer ao outro. Existe uma questão de despersonalização atrás de tudo isso. O resultado é muito parecido com a meditação: não existe ego."

O escravo de Charly está esperando que ele termine de falar comigo. Começo a me sentir culpado por Charly não estar se divertindo; a achar que seus escravos devem me odiar por distraí-lo com minhas perguntas. Aviso-lhe que já vou indo. "Antes você tem que ir ao subsolo", diz Charly, e me sinaliza a escada que dá acesso ao mais profundo do Kadú.

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Se a palavra sordidez tivesse uma cenografia, sem dúvida seria a do subsolo do Kadú. Um rapaz de vinte e poucos recostado numa poltrona, quieto, como se estivesse morto. Outros dois parados ao lado do banheiro, se encarando enquanto se masturbam. Dentro de um quarto há uma roda: cinco fulanos nus e odor de transpiração. Noutro quarto, bem menor, há um homem pendurado por um arnês. Está com os pés e as mãos amarrados e com as pernas abertas. Estão enfiando algo nele. Caminho rápido entre um quarto e outro, de cabeça baixa, tentando passar batido com minha camiseta do Pearl Jam. Sei que não vai acontecer nada que eu não quiser, que é um medo machista e retrógrado, homofóbico, inclusive; mas tenho terror de que me agarrem. No entanto, permaneço em meu lugar. Faço isso como um ato de valentia, também como prova de minha heterossexualidade. O careca Alan desce a escada. Traz pela mão Leónidas, que ainda usa a máscara de látex. Ajuda-o a subir num tablado. O careca amarra Leónidas numa cruz, chicoteia-o, retorce seus testículos, estica seu pinto. Os demais começam a se aproximar; armam um semicírculo de caras nus. O careca mostrará a pica tão grande que tem? Todos olham, exceto o rapaz da poltrona, que conseguiu quem o chupasse. Subitamente percebo que até agora ninguém gozou. Charly diz que os clientes retardam a ejaculação pra que a noite seja mais longa; guardam o clímax pra quando não puderem aguentar mais. Enquanto isso são homens nus em semicírculo.

Continuo sendo o único vestido.

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Agora o silêncio tem a forma de uma canção de Rammstein. Os fulanos começam a se mover e alguns voltam ao quarto do arnês. Tenho a sensação de que é o momento de cair fora, mas permaneço. Algo está pra acontecer. Procuro reconhecer rostos familiares, mas não vejo Alexis, nem Leónidas, muito menos Marcos. O que vejo são corpos, e do meio deles uma figura que se aproxima de mim. Tenho três segundos pra imaginar que Charly vem me proteger, com sua calça de couro preta, meu super-herói sado favorito. Três segundos pra imaginar o que pensariam meus companheiros de escola se me vissem aqui, rodeado de pintos, o bichinha que queria ser escritor. Enquanto isso o vejo vir com a música do Tubarão em minha cabeça, os olhos frios, me medindo pra dar o bote.

Que eu gostasse de Queen na adolescência, que aos dezoito fizesse bronzeamento artificial. Uma vida repleta de sinais ambíguos, predestinada por esses galinhos de colégio católico que zombavam de mim. E, por fim, o careca, Alan, está diante de mim: alto, forte, um Godzilla que abre as garras pra me levar. É o momento de cruzar a barreira ou se retirar. Não titubeio: subo correndo a escada, sem olhar pra trás, e quando estou em cima peço a Charly minha camisa listrada e tiro a camiseta do Pearl Jam. Peço-lhe que dê ao careca minhas desculpas. Sinto vergonha por ter fugido assim. "Não se preocupe", responde Charly e faz esse gesto de atirar as mãos pra trás, como se realmente eu não precisasse me preocupar. Quando caminho de volta pra casa, 1h30 da manhã, numa noite fresca de sábado em Buenos Aires, escuto que alguém canta num apartamento. A voz vem do segundo andar, sala iluminada, cheia de globos; há um cara da minha idade, com um microfone, ao lado da televisão. Sua namorada loira aplaude; seus amigos olham pra ele entusiasmados. Parece ser uma espécie de karaoke no meio de uma despedida de solteiro, ou um aniversário, ou algo semelhante a uma festa. Eu deveria estar ali, e depois subir as fotos pro facebook. Mas não. Sou um heterossexual simpatizante. O artista da família. O cara estranho que joga mal futebol.

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O original:


Sado gay: sufrir por amor
Por Enzo Maqueira


Soy el artista de la familia. El tipo raro que juega mal al fútbol. Un heterosexual gay friendly en el único bar sadomasoquista gay de Buenos Aires, el único de Latinoamérica.


Leather –me dice mi amigo Charly, dueño del lugar–, somos un bar leather.


Y me sirve otro vaso de cerveza. Carlos "Charly" Borgia está sentado del otro lado de la barra. Tiene puesta una camisa, un pantalón y una muñequera, todo de cuero. Él y yo somos los únicos que estamos vestidos. Somos amigos hace diez años, cuando yo no era escritor y él no era el rey de la noche sado. "Leather", repite Charly y me deja solo porque están tocando el timbre. Una luz al lado de la puerta se prende cada vez que un nuevo cliente quiere entrar. Charly le entrega una bolsa negra. El cliente tiene cuarenta años, es flaco, pelo corto. Se mete en un cuarto y se saca la ropa, la guarda en la bolsa, se pone un arnés de cuero. Como un Clark Kent recién salido de la cabina de teléfonos, aparece en el medio del bar listo para la noche, con el pito y la cola al aire. La luz se vuelve a prender.


—Ya vengo –dice Charly y agarra otra bolsa negra.


Así empiezan los sábados en Kadú. Entre las once de la noche y la una de la mañana llega la mayoría de los clientes. Casi todos son habitués: hay una tarjeta con su nombre en donde se anotan los consumos. No hay bolsillos para guardar la plata en Kadú; se fía hasta el final de la noche. Los clientes lo toman con la misma naturalidad con la cual dejan su ropa de todos los días adentro de una bolsa. Charly me explica que no todos son gays declarados; hay clientes que tienen esposa e hijos, o que tienen pareja homosexual, pero ocultan su gusto por el fetichismo. Van muchos personajes del mundo del arte, del diseño, de la arquitectura. Tipos que ahora están desnudos y usan accesorios de cuero.

—Cerrá los ojos –dice Charly y me acerca su muñequera a la nariz–. ¿Sentís? Ése es el olor del cuero. Hay gente que acaba con este olor.

La cultura leather incluye al masoquismo, al fetichismo, al fisting y al bondage, palabras que se suelen resumir con las siglas BDSM. Hasta antes de pasar mi primera noche en Kadú esas palabras significaban imágenes sueltas: un tipo con látigo, un debilucho en pañal de bebé, un hombre de bigotes y gorra de cuero que besaba un pie. No tenía modo de imaginarme fisting o bondage. Del primero sólo sabía que era meter puños adentro del culo (pero lo sabía de un modo muy vago, como uno sabe que algún día se va a morir); del segundo, que alguna vez leí esa palabra en internet. En Kadú aprendí los matices: a las doce y media de la noche ya hay un hombre arrodillado en un rincón, desnudo, excepto por una correa en el cuello. Es uno de los siete esclavos de Charly y todavía está en fase objeto. Hay tres niveles para el que disfruta ser sometido: el objeto, la mascota y el siervo. "Le puedo ordenar que esté ahí como si fuera un florero y no se puede mover hasta que yo le diga. O que sea una mesa para apoyar los pies, o que esté parado como un velador". Habla mirando a su esclavo, lo señala, me obliga a mirar. El esclavo no puede devolvernos la mirada y eso es lo que lo excita. Tiene menos de treinta años, es morocho, cara de bueno. "La gente cree que el sadomasoquismo es violencia y sometimiento, pero acá no se violenta la voluntad de nadie. Todo es acordado previamente. Y no hay sometimiento: es una relación recíproca de confianza", dice Charly.

Tengo varios amigos gays, bi o con orientaciones sexuales alternativas, pero Charly fue el primero. Todos alguna vez pensaron que me reprimía. Debo ser el único que nunca dudó. Fui a colegio de varones, católico, y mis compañeros se juntaban para comer chizitos y escupirse. También, en los campamentos, cuando los curas dormían, se masturbaban en ronda.

Yo no hacía ninguna de esas cosas.

Yo para ellos era el maricón.

Ahora, según Facebook, mis compañeros están casados. Yo estoy haciendo una crónica en un bar de sadomasoquistas.

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En el escenario hay un chico con una remera de látex y la cola –y el pito– al aire. Un pelado de unos cuarenta años, alto, tonificado, con un tatuaje y cadenas que le cruzan el pecho, también sube.

—Se llama Alan –dice Charly– tenés que ver cómo le va a dar pija.

Hay una diferencia entre pito y pija. Lo que veo alrededor son pitos, porque no hay erecciones y todos parecen inofensivos. En cambio Alan tiene una pija. El esclavo se pone de cara a la pared y Alan le pega en la cola con un látigo. El esclavo se arquea como si hubiera recibido un tiro. El pelado Alan se pone loco. Se planta bien en el suelo. Es la primera vez que veo dos hombres teniendo sexo.

—¿Y? –me pregunta Marcos, el flaco de pelo corto que vi desnudarse cuando entró y ahora toma gin tonic en la barra– ¿Te gusta?

Le digo que no me provoca nada, que en diez años de amistad con Charly vi de todo, pero nunca me excité; que todos mis amigos gays piensan que me reprimo.

—No es represión –dice Marcos–. Es si te calienta o no.

Me tranquiliza escucharlo. Marcos lleva puesto un arnés que roza sus tetillas, usa un brazalete de cuero con pinches y una muñequera. Es psicoanalista y habla claro y con voz firme.

—La sexualidad es sólo una particularidad más del ser humano. Según Freud hay tres clases de masoquismo: el erógeno (el gusto en experimentar dolor), el femenino (se basa en el erógeno y está vinculado con ser amordazado, atado o sometido a obediencia incondicional) y el sentimiento de culpa. Pero todas esas categorías freudianas hoy en día están dejadas de lado. Es como si dijéramos, todavía hoy, que la homosexualidad es una enfermedad. Lo cierto es que cada cual goza como le sale o como puede.

Le digo que sería una forma de resolver la castración del falo, que el falo es el significante de la falta, que un fetichista resuelve la castración con el objeto de deseo.

—Todo eso quedó atrás –Marcos dice que no con la cabeza–. Cualquier parte del cuerpo puede servir como objeto de satisfacción. El juego del cuero sería como cualquier otro juego. Se juega lo erótico en relación al poder. Hay mujeres más "pijudas" que sus maridos.

***

Tengo puesta una remera de Pearl Jam que Charly me prestó apenas me vio llegar vestido con jean y camisa, porque “un leather ve una camisa que no sea de cuero y sale corriendo”. Pensé que la remera era suficiente para pasar desapercibido, pero soy el único que no tiene arnés, correa o guante de cuero. En un bar de fetichistas, me convertí, sin quererlo, en un objeto de deseo.

—El leather surge en los ochenta como una respuesta al estereotipo del mariquita –dice Charly–. Se buscó un look masculino, con camperas y pantalones de cuero, al estilo de las pandillas motoqueras de Estados Unidos. A la imagen del gay afeminado se le contrapuso la fuerza del cuero.

El cuero también se usa como una vía de comunicación.

—Si vos venís a un bar como éste y ves a alguien con collar de perro en el cuello, sabés que es un esclavo; si lo ves más vestido o con cadenas cruzadas, lo más probable es que sea un dominante. Es un modo de entablar un vínculo sin tanto preámbulo.

Marcos quiere sumar su punto de vista. Cuando empieza a hablar me doy cuenta de que tiene ropa de dominante. Pienso que quizás espera que el alcohol me haga relajar un poco:

—El cuero tiene reminiscencias a la vestimenta de guerra romana, a los gladiadores, a las fuerzas policiales y militares, supuestamente viriles. Además, ¿por qué no usar cuero? Yo vengo a Kadú en búsqueda constante y quizás interminable de mis propias posibilidades de gozar. Mi formación universitaria y mi práctica profesional fue atravesada por FreudLacanFoucault y sus discípulos, seguidores y repetidores. Sin embargo nunca vengo como observador/téorico o teórico/observador; necesito ser participante y entregarme a esa colectiva borrachera de exultante naturaleza psicológica.

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En los recreos, mis compañeros jugaban a perseguirse, a pegarse, a darse patadas. Yo me quedaba en un rincón del patio. En Kadú hago algo parecido: estoy en la parte de arriba, donde todo sigue pareciendo un bar aunque haya doce tipos desnudos y el pelado Alan tome cerveza en copas de cristal negro, en la mitad de la barra, al lado de Tommy. Son la primera pareja BDSM legalmente casada y la fiesta de casamiento fue acá, unos meses atrás. Conversan en ronda con otros tipos, Charly incluido, y de repente todo parece tan normal como en cualquier otro bar. Empiezo a controlar el miedo a que "me pase algo". Sé que es un miedo de clase media, burgués, de un fascismo teledirigido, pero me resulta inevitable. Después de verlos charlar un rato largo logro reducir mis temores a la sensación de incomodidad de un vestuario de club. Entonces Charly llama a su esclavo, el morocho con cara de bueno que estuvo todo este tiempo quietito en su rincón. Le pide que se la chupe a todos los que están en la ronda, le acaricia la cabeza. En un rato, Charly me va a preguntar si quiero ver algo chancho y el morocho va a abrir la boca y él le va a hacer pis dentro, un chorrito caliente, y le dirá que cierre la boca, pero no ahora.

—Se porta bien este esclavo –dice, y me guiña un ojo.

***

Alexis fue mi segundo amigo gay. Dio la casualidad de que también era leather. Se lo presenté a Charly hace un par de años; me lo agradeció como si le hubiera hecho el segundo mejor regalo de su vida (el primero había sido para un cumpleaños, cuando le mandé un chico lindo que le tocó el timbre a las doce y un minuto de la medianoche). Alexis se convirtió en una estrella de Kadú. En su vida cotidiana era un neurobiólogo prestigioso, con publicaciones en revistas de ciencias y viajes por el mundo. En Kadú practicaba la auto-felación sobre esa misma barra donde ahora apoyo mi vaso de cerveza. Nunca lo vi, pero cuentan que se subía a la barra, se acostaba, levantaba las piernas y llegaba a chupársela. Lo hacía delante de todos.

A los 13 años había tratado de chupársela por primera vez. A los 22 hizo un segundo intento. Hasta ahí, nada diferente a la vida de cualquier hombre; pero Alexis tuvo disciplina y perseverancia. Sólo eso, y una cierta curvatura natural de la espalda. No tuvo que hacer yoga, ni cortarse el frenillo. Fue práctica. Ahora Alexis viene cada tanto a Kadú, pero tiene un perfil más bajo. Hoy vino porque quise que nos encontráramos en el lugar donde el neurobiólogo Alexis es leyenda. A él no le gusta hablar de leather, sino de BDSM. Y no siente nada por el cuero. En cambio, desde chico tenía fantasías con ser secuestrado, que lo ataran y le pegaran. Es algo que charló muchas veces con su analista, un tipo que lo alentó a buscar los límites de su propio placer. Los buscó en Kadú, con su show de auto-fellatio. Me lo cuenta todo rápido, porque son cosas que me contó muchas veces por chat. Y repite la historia que más me impresiona:

—Una vez conocí a un francés por chat que me invitó a pasar tres días en su casa, en el sur de Francia. Lo que más me enloqueció es que el tipo tenía un garage acondicionado con elementos de BDSM: cruces, cadenas, arneses… Durante esos tres días yo era su esclavo y no podía salir de ese rol. Cada dos horas, aproximadamente, teníamos una sesión. Un día me ató y me cubrió el cuerpo con papel film, como si me estuviera momificando; otro día me hizo dormir en el piso. Me despertaba a cada rato. Era como estar tres días en una sesión de tortura.

Le pido a Marcos más precisiones. Me dice que el esclavo se siente apreciado al darle placer al otro. Que de él depende, también, el placer del otro.

—El deseo de ofrecerse es siempre placentero. El esclavo no se siente denigrado, hay una relación erótica que lo hace sentirse valorado sexualmente como objeto. A veces no hay que preguntarse nada sino escuchar atentamente a los protagonistas de las llamadas 'orientaciones sexuales alternativas' frente a la hegemónica norma mono-hetero-sexista.

***

—Yo leí mucho a Foucault –dice Charly, mientras se saca las botas de cuero–. Vos nunca podés saber quién es el dominado y quién el dominante. La base del leather no es la humillación ni la violencia. Es la confianza. Antes de comenzar un vínculo con un nuevo esclavo, en muchos casos se firma un contrato: ahí el esclavo tiene que escribir todo lo que no está dispuesto a aceptar. Ése es el único límite. El contrato puede ser escrito o de palabra. Lo demás es imaginación.

Se saca las medias. Después empuja a su morocho hasta el suelo y le pide que le lama los pies.

Pienso que también mi amigo habrá obedecido alguna vez, que también él estuvo en ese mismo rincón donde ahora está de rodillas Leónidas, con una máscara de látex que sólo tiene dos agujeritos para respirar. “¿No se aburre?”, pregunto sin darme vuelta. "Es la idea", contesta y me dice al oído que adentro de la máscara no se ve nada, que apenas se siente, que el látex se pega a la piel y parece que estuvieras en un ataúd. Y mira para abajo otra vez.

—Pero entregarse al otro es una forma de olvidarte de vos –Charly se pone serio–. Tanto si sos esclavo como si sos dominante, estás dejando tu ego para darle placer al otro. Hay una cuestión de despersonalización atrás de todo esto. El resultado es muy parecido a meditar: no hay ego.

Su esclavo está esperando que termine de hablar conmigo. Empiezo a sentir que por mi culpa Charly no se está divirtiendo; que sus esclavos me deben odiar porque lo distraigo con mis preguntas. Le aviso que me voy. “Antes tenés que ir al subsuelo”, dice Charly y me señala la escalera que entra en lo más profundo de Kadú.

***

Si la palabra "sordidez" tuviera una escenografía, sin dudas sería la del subsuelo de Kadú. Un pibe de veintipico recostado en un sillón, quieto, como si estuviera muerto. Otros dos parados al lado del baño, mirándose mientras se masturban. Adentro de un cuarto hay una ronda: cinco tipos desnudos y olor a transpiración. En otro cuarto, mucho más chico, hay un hombre colgado de un arnés. Lo tienen atado de pies y manos, con las piernas abiertas. Le están metiendo algo. Camino rápido entre un cuarto y otro, con la cabeza gacha, tratando de pasar inadvertido con mi remera de Pearl Jam. Sé que no va a pasar nada que yo no quiera, que es un miedo machista y retrógrado, incluso homofóbico; pero tengo terror a que me cojan. Sin embargo me quedo en mi lugar. Lo siento como un acto de valentía, también como una prueba a mi heterosexualidad. El pelado Alan baja las escaleras. Trae a Leónidas de la mano, que todavía tiene puesta la máscara de látex. Lo ayuda a subir a una tarima. El pelado ata a Leónidas en una cruz; le pega con un látigo, le retuerce los testículos, le estira el pito. Los demás se empiezan a acercar; hacen un semicírculo de tipos desnudos. ¿Mostrará la pija tan grande que tiene el pelado? Todos miran, excepto el chico del sillón, que consiguió quien se la chupara. Recién entonces me doy cuenta de que hasta ahora ninguno acabó. Charly dice que los clientes se reservan la eyaculación para que la noche sea más larga; van a acabar cuando les parezca que ya no pueden ir más lejos. Mientras tanto son hombres desnudos en semicírculo.

Sigo siendo el único que está vestido.

***

Ahora el silencio tiene la forma de una canción de Rammstein. Los tipos se empiezan a mover y algunos vuelven al cuarto del arnés. Tengo la sensación de que es el momento de irme, pero me quedo. Algo está por pasar. Trato de reconocer caras familiares, pero no veo a Alexis, ni a Leónidas, ni tampoco a Marcos. Lo que veo son cuerpos, y de entre los cuerpos una figura que viene hacia donde estoy. Tengo tres segundos para imaginar que Charly viene a protegerme, con su pantalón de cuero negro, mi sado-superhéroe favorito. Tres segundos para imaginar qué pensarían mis compañeros de escuela si me vieran ahí, rodeado de pitos, el maricón que quería ser escritor. Mientras tanto lo veo venir con la música de Tiburón en mi cabeza, los ojos fríos, midiéndome para atacar.

Que me gustara Queen en la adolescencia, que a los dieciocho fuera a la cama solar. Una vida plagada de señales ambiguas, predestinada por esos gallitos de colegio católico que se burlaban de mí. Y por fin el pelado, Alan, está adelante mío: alto, fuerte, un Godzilla que abre las garras para llevarme. Es el momento de cruzar la barrera o de retirarse. No lo dudo: subo corriendo las escaleras, sin mirar atrás, y cuando estoy arriba le pido a Charly mi camisa a rayas y me saco la remera de Pearl Jam. Le digo que me disculpe con el pelado. Me da vergüenza haberme escapado así. "No te preocupes", contesta Charly y hace ese gesto de tirar la mano para atrás, como si de verdad no tuviera que preocuparme. Cuando camino de vuelta a casa, una y media de la mañana, en una noche fresca de sábado en Buenos Aires. Escucho que alguien canta en un departamento. La voz viene desde un segundo piso, living iluminado, lleno de globos; un tipo de mi edad, con micrófono, al lado del televisor. Su novia rubia lo aplaude; sus amigos lo miran entusiasmados. Parece ser una especie de karaoke en el medio de una despedida de solteros, o un cumpleaños, o algo parecido a una fiesta. Ahí debería estar yo, y después subir las fotos al Facebook. Pero no. Soy un heterosexual gay friendly. El artista de la familia. El tipo raro que juega mal al fútbol.

***


Crônica extraída daqui.

Visite o blogue de Enzo. Eis o link.

8 comentários:

  1. Você e seus "Tons de Cinza"
    Bem interessante,fiquei imaginando como me sentiria fazendo o papel de observadora em um lugar assim.
    Beijos!

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    1. Lucinda, queridona, o mundo é feito de tantos outros tons, não sei porque a mulherada anda se contentando só com os de cinza. Hahaha!

      Beijão,
      Léo.

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  2. Eu acho "Cinza" tão sem graça.
    Fiquei aqui pensando que os homens estão meio sem tons,por isso o sucesso do "Cinza" entre as mulheres.
    Que venham outros tons,outras emoções...mas sou romântica,então que venham num lindo colorido de amor!

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    1. Lucinda, querida, eu não diria que "os homens estão meio sem tons", diria que tanto homens quanto mulheres têm explorado mais as cores do arco-íris, os tons estão, pelo contrário, se multiplicando, o que anda fora de moda é o macho à Joh Wayne. rsrs

      Beijos coloridos (seja lá o que isso for!),
      Léo.

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  3. Pois, como mulher fora dos tons de cinza e mesmo explorando as cores do arco-íris como mera telespectadora, te diria que "machos" á Joh Wayne,continuam nas preferencias femininas. O problema é que estes,estão tão raros, que muitas estão tentando outros ares,outros gostos e outros ...tons.
    Ahhh também queremos um "Macho" com ares de intelectual,se vier acompanhado de um violão,morremos todas aos seus pés.(leia tb compositor) Não vou (kkk( nem (srsrsr) pois acabei de ler "O Bloco dos Mau Humorados"
    Beijos em tons do color block

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    1. Lucinda, meu John Wayne de óculos (leia-se macho intelectual) se regozija com sua palavras. Hahaha!

      Beijos em tons jobins, enfim, beijos,
      Léo.

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